Acusado de matar fisiculturista paulista em Natal tem pena aumentada de 13 para 17 anos e meio de prisão

Acusado de matar fisiculturista paulista em Natal tem pena aumentada de 13 para 17 anos e meio de prisão

O empresário mineiro Alexandre Furtado Paes, condenado pelo assassinato da própria esposa, a fisiculturista paulista Fabiana Caggiano – crime ocorrido em dezembro de 2012 dentro de um hotel onde o casal passava férias, em Natal, vai ficar mais tempo atrás das grades. É que a pena dele foi aumentada após julgamento de recurso em segunda instância e ele agora deverá permanecer 17 anos e seis meses na prisão. Em março do ano passado, Alexandre havia sido condenado a 13 anos em regime fechado.

Ao G1, o Tribunal de Justiça do RN revelou que o réu havia conquistado o benefício do regime semiaberto em setembro do ano passado. Porém, com a sentença aumentada, ele deve permanecer em regime fechado. Alexandre está preso na Penitenciária Estadual de Parnamirim, na Grande Natal.

Alexandre nega ter matado a mulher. Porém, as provas do processo e o laudo do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) contradizem a versão do empresário. A perícia encontrou sinais de esganadura no pescoço da atleta.
Fabiana Caggiano era campeã de fisiculturismo — Foto: Reprodução/Facebook

Dono de uma academia de musculação na cidade de Osasco, em São Paulo, Alexandre Paes passou mais de 2 anos sendo procurado pela polícia. Ele foi encontrado e preso no dia 30 de novembro de 2015 em Ibiúna, na Grande São Paulo. Depois, foi trazido ao Rio Grande do Norte.

O caso

Segundo a versão de Alexandre Paes, na manhã de 27 de dezembro de 2012, a mulher estava tomando banho quando ela teria sofrido uma queda repentina. O Samu foi acionado e já encontrou a paulista desacordada.

No dia 2 de janeiro de 2013, no entanto, a fisiculturista morreu na UTI de um hospital particular da capital potiguar. Familiares disseram que ela, enquanto esteve internada, permaneceu o tempo todo em coma induzido.

Em razão da suposta queda, o corpo de Fabiana foi removido para necrópsia no Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep). Laudos preliminares revelaram que a vítima havia sofrido asfixia mecânica, com características de estrangulamento.
Marcas de asfixia no pescoço de Fabiana Caggiano — Foto: Reprodução/Henrique Dovalle/Inter TV Cabugi

No dia 23 de janeiro, após a conclusão dos laudos realizados pelo Itep, o delegado Frank Albuquerque confirmou que a fisioculturista havia sido assassinada. “As suspeitas foram confirmadas. Exames toxicológicos deram negativos. No entanto, os laudos complementares realmente apontam que Fabiana foi vítima de asfixia mecânica (estrangulamento)”, afirmou.

Por G1/RN

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