Venezuela: Guaidó e Maduro dizem ter apoio de militares, e ruas têm confrontos

Venezuela: Guaidó e Maduro dizem ter apoio de militares, e ruas têm confrontos

Oposicionista convocou povo para ir às ruas. Leopoldo López, outro oposicionista, apareceu fora de sua prisão domiciliar após 5 anos. Governo de Maduro diz que se trata de levante de 'pequeno grupo de traidores'.

O autoproclamado presidente interino Juan Guaidó convocou a população às ruas para forçar a saída de Maduro.
Ele disse ter apoio militar para pôr fim ao que chama de "usurpação".
O ministro da Comunicação Jorge Rodríguez diz que se trata de um "grupo reduzido" de militares que se posicionou para "promover golpe de estado".
Nicolás Maduro reagiu e disse que tem a lealdade dos militares.
Imagens em Caracas mostram que há confrontos entre manifestantes e forças de segurança na capital.


Manifestante da oposição passa com uma pedra diante de ônibus incendiado perto da base aérea 'La Carlota', em Caracas (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, pediu para que haja resistência máxima para conter a violência na Venezuela, de acordo com um porta-voz da ONU.

O porta-voz da presidência do Brasil, Otávio do Rêgo Barros, manifestou-se em nota, afirmando que "o Brasil acompanha com grande atenção a situação na Venezuela e reafirma o irrestrito apoio ao seu povo que luta bravamente por democracia. Exortamos todos os países, identificados com os ideais de liberdade, para que se coloquem ao lado do Presidente Encarregado Juan Guaidó na busca de uma solução que ponha fim na ditadura de Maduro, bem como restabeleça a normalidade institucional na Venezuela."

Líder da oposição da Venezuela, Juan Guaidó, discursa para apoiadores em Caracas (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

"Juan Guaidó surpreendeu, ao aparecer, no início da manhã, nas imediações da base aérea La Carlota, em companhia de Leopoldo López", escreve Sandra Cohen, especialista do G1. "Assim também como surpreendeu, nas primeiras horas, a reação do regime. A cúpula que rodeia Maduro denunciou a tentativa de golpe, atribuindo-a a um pequeno grupo de traidores, mas demorou para responder com a esperada truculência contra seus opositores".
O momento decisivo de Guaidó: Autoproclamado presidente interino precisa agora demonstrar o apoio de militares que diz ter para remover Maduro do cargo, diz a especialista do G1 em temas internacionais, Sandra Cohen.
Juan Guaidó usa megafone para falar a multidão de cima de um carro em Caracas, após convocar o povo às ruas contra Maduro (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)
O ministério de Relações Exteriores da Turquia afirmou estar preocupado com "tentativas contra a ordem constitucional na Venezuela", de acordo com a agência Reuters. O presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou que celebra "a liberação de Leopoldo López", e que acompanha a luta do povo venezuelano para "recuperar sua liberdade." Veja como líderes de vários países, incluindo Estados Unidos e Rússia, reagiram à situação na Venezuela.

Veículos militares avançam contra multidão em Caracas

Mais cedo, veículos militares avançaram contra a multidão em Caracas, que não recuou. Bombas incendiárias foram lançadas e um carro blindado pegou fogo.

"Nós nunca quisemos o derramamento de sangue, mas a oposição sempre teve essa intenção, de colocar irmão contra irmão", disse um manifestante a favor de Maduro em Caracas, em transmissão ao vivo da TV pró-Chávez TeleSUR.

Por G1

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