Reajuste da passagem de trem no RN entra em vigor: novo valor é R$ 0,70

Reajuste da passagem de trem no RN entra em vigor: novo valor é R$ 0,70

Entra em vigor, a partir deste domingo (5), o novo valor da passagem dos trens urbanos na Grande Natal: passa de R$ 0,50 para R$ 0,70. Segundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), até março de 2020 a tarifa terá mais cinco aumentos, até chegar ao valor de R$ 2.

Os reajustes foram autorizados pelo Tribunal Regional Federal – 1ª Região (TRF1), em Brasília, que concedeu aumento nas tarifas dos trens também em Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Maceió (AL) e Recife (PE).

O sistema de transporte de passageiros sobre trilhos no Rio Grande do Norte atende a região Metropolitana de Natal, cruzando os municípios de Extremoz, Ceará-Mirim e Parnamirim, permitindo o deslocamento de 12 mil passageiros/dia, por meio de Veículos Leves Sobre Trilhos - VLTs e de locomotivas diesel com carros de passageiros, nos subsistemas denominados Linha Norte (Natal/Ceará-Mirim) com extensão de 38,5km (13 estações) e Linha Sul (Natal/Parnamirim) com 17,7km (10 estações).

O aumento, mês a mês

Maio/2019: de R$ 0,50 para R$ 0,70
Julho/2019: de R$ 0,70 para R$ 1
Setembro/2019: de R$ 1 para R$ 1,25
Novembro/2019: de R$ 1,25 para R$ 1,50
Janeiro/2020: de R$ 1,50 para R$ 1,75
Março/2020: de R$ 1,75 para R$ 2

Histórico

A CBTU havia aumentado a passagem para R$ 1 no dia 11 de maio do ano passado, na Grande Natal. Na época, a Companhia alegou que a medida era fundamental para continuidade da operação e manutenção do serviço prestado. Os reajustes também aconteceram em outras cidades brasileiras.

No entanto, uma decisão divulgada pela Justiça Federal em novembro de 2018, a juíza Maria Edna Fagundes Veloso suspendeu o acréscimo na passagem do metrô em Belo Horizonte e ampliou a medida para quatro capitais do Nordeste: João Pessoa, Maceió, Natal e Recife. Com isso, a passagem voltou ao patamar de R$ 0,50 no estado.

A CBTU recorreu, alegando que não promoveu mudanças no preço da passagem nos últimos 12 anos e, por isso, sofre com os efeitos da inflação.
Por G1/RN

Postar um comentário

0 Comentários