MÉDICO QUE REANIMOU PACIENTE COM COVID-19 EM NATAL, MORRE AOS 63 ANOS VÍTIMA DA PRÓPRIA DOENÇA

MÉDICO QUE REANIMOU PACIENTE COM COVID-19 EM NATAL, MORRE AOS 63 ANOS VÍTIMA DA PRÓPRIA DOENÇA

Faleceu na tarde desta quarta-feira (6), em João Pessoa na Paraíba, o médico Solon Pereira Lopes Ferreira, funcionário da Junta Médica do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN–PB). Ele se encontrava internado desde o final da semana passada em um hospital particular da Capital, sob suspeito da Covid-19.

A morte do médico foi confirmada pelo Superintendente do Detran-PB, advogado Agamenon Vieira, que em nota destacou que Dr. Solon durante mais de 30 anos foi um profissional exemplar e destacado como servidor da Junta Médica do órgão de trânsito da Paraíba.

Além de profissional da Junta Médica do Detran (PB), Dr. Solon também atuava na rede de saúde do Rio Grande do Norte, em atendimento a pacientes vítimas de coronavírus.

Nota

Ao mesmo tempo em que comunica a triste notícia do falecimento do gerente da Junta Médica do DETRAN–PB, SOLON PEREIRA LOPES FERREIRA, a Direção do órgão se solidariza com os familiares, amigos e colegas do médico, que durante mais de 30 anos prestou um serviço exemplar na sede da autarquia, onde era reconhecido pelo tratamento indiscriminado a todos que o procuravam. Neste momento de tristeza, diante das circunstâncias, a família Detran também lamenta não estar ao lado dos familiares para as merecidas despedidas ao nosso tão querido colega. Que Deus conforte a todos!

SOBRE DR. SOLON

Médico plantonista do Hospital Santa Catarina, em Natal, Solon Lopes sucumbiu ao novo coronavírus. Não resistiu aos sintomas da covid-19. No dia 2 de julho completaria 64 anos.

Paraibano de nascimento, formou-se em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em 1985. Deixa a esposa, Telma Rodrigues, e uma filha criança.

No Facebook, o sobrinho Urias Eliezer escreveu:

– Nossos heróis não usam “Máscaras”!

Faleceu hoje de COVID um herói:

Solon Pereira Lopes Ferreira, era meu tio materno.

Além de medicina de tráfego, era emergencista há décadas em Natal num hospital público.

Trabalhava na sala vermelha, e diante de um paciente com COVID reanimou e intubou sem pestanejar.

Precisou Retirar a faceshield para enxergar melhor, utilizando apenas uma máscara cirúrgica, no intuito de ser ágil e tentar salvar a vida do paciente em estado crítico. Paciente que veio a falecer de Covid dias depois.

Ele morreu por dar vazão a vocação de tentar salvar uma vida!

Num país q heróis são jogadores de futebol e integrantes do BBB.

Nossos verdadeiros heróis não usam “máscaras”. Eles se expõem para salvar outras vidas.

Oremos pelos médicos, e por todos os envolvidos na área de saúde.

Eliana Lima/TPN

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